Mercado de energia eólica gera novos negócios para a ArcelorMittal

22 de jan, 2019

A energia eólica ultrapassou a marca de 14,34 GW (gigawatts) de capacidade instalada no Brasil, patamar equivalente a uma usina de Itaipu — a segunda maior hidrelétrica do mundo. Ao todo, são 568 parques eólicos, em 12 estados do país. A energia gerada nos últimos 12 meses é suficiente para abastecer 25 milhões de residências por mês, ou cerca de 75 milhões de brasileiros, segundo dados da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica).

 

Esse mercado tem vivido um crescimento exponencial no país desde 2009, estimulado por leilões promovidos pelo governo federal para contratar novos empreendimentos. E a expansão deve continuar. Contando os projetos contratados nos últimos leilões promovidos pelo governo, a projeção é que até 2024 a energia eólica atinja ao menos 18,8 GW de capacidade instalada. “No ano que vem, vamos atingir a segunda posição na matriz elétrica brasileira. Em janeiro, vamos alcançar uma participação maior do que a das usinas a biomassa, que hoje é a segunda maior fonte atrás das hidrelétricas”, afirma Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica.

 

A ArcelorMittal Aços Longos Brasil tem fornecido aço cortado e dobrado para os principais empreendimentos em construção no país, e já possui obras contratadas para 2019 e 2020, como o Complexo Eólico Lagoa do Barro, no Piauí, um dos maiores do país. Ele contará com oito parques eólicos e potência instalada de 195 MW, gerados por 65 aerogeradores distribuídos por 8 parques em uma área de 2.854 hectares. O investimento total previsto é de R$ 1,3 bilhão.

 

Os estados do Piauí, Maranhão, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará concentram a maior parte dos grandes projetos, que empregam nosso aço na base das torres. “Também estamos desenvolvendo um protótipo em parceria com um cliente para entregar no canteiro de obras as telas customizadas para a construção das torres. Dessa forma, ofertamos um serviço de valor agregado superior, trazendo ganhos de produtividade, redução de desperdício e imprimindo mais agilidade à montagem”, explica o Executivo de Contas da Gerência Geral de Vendas Construção Civil, Alex Carone.

 

“A expansão eólica no Brasil é um caso de sucesso. Há dez anos, havia poucos investidores, hoje todas as grandes empresas têm investimentos em usinas eólicas”, afirma Thais Prandini, diretora-executiva da consultoria Thymos.

 

Com informações da Folha de S. Paulo